Resenha do filme Closer, Perto demais.

Publicado: 07/10/2010 em GERAL, Sugestões de filmes

Perto demais conta a história de quatro pessoas que se envolvem em um retângulo amoroso, repleto de traições e instabilidades emocionais. Envolvem-se nesta trama o jornalista de obituários, Dan (Jude Law), a Stripper nova-iorquina, “Alice” (Natalie Portman) – que, de passagem por Londres, conhece Dan –  a fotógrafa Anna (Julia Roberts) e o médico Larry (Clive Owen).

Dan conhece Alice casualmente, em um acidente de trânsito. Posteriormente, ele conhece também Anna, durante um ensaio fotográfico. Nasce uma atração física entre eles, apesar da recuada de Anna ao saber do envolvimento de Dan e Alice. Dan se sente rejeitado e  decide pregá-la uma peça. Ele resolve se passar por Anna em um bate papo sexual na internet e marca um encontro com Larry. Sem querer,  Dan acaba fazendo o papel de cupido. Larry e Anna começam um relacionamento. Durante um vernissage de Anna, na qual Dan, acompanhado de Alice, faz-se presente, os quatro personagens passam a se conhecer, direta ou indiretamente.

Deste ponto em diante o filme desenrola-se com o rompimento dos dois casais (Dan e Alice, Larry e Anna), devido ao envolvimento de Anna e Dan. Larry não aceita bem o fim do relacionamento com Anna e decide se opor ao divórcio . Alice desaparece da vida de Dan e retorna à sua antiga vida de stripper. Quando Larry finalmente consegue marcar um novo encontro com Anna, oferece o divórcio em troca de uma última relação sexual. Anna cede a Larry, o que desencadeia o fim do relacionamento com Dan e a volta com Larry.

Dan, inconformado e em busca de respostas, vai até o consultório de Larry, que o humilha, ao demonstrar que conseguiu reatar com Anna por ser mais maduro e pelas atitudes infantis de Dan. Larry conta a Dan que se encontrou com Alice, por acaso, e que este deveria procurá-la, pois ela ainda o ama. Antes que Dan saia, Larry dá sua última cartada, ao contar que havia transado com Alice. Dan e Alice reatam o relacionamento. Todavia, o relacionamento de se desmancha de uma vez por todas devido à obsessão de Dan em saber de toda a verdade e a mágoa que Alice sente com toda esta situação embaraçosa.

Uma análise bem resumida de Closer, pelo menos no intuito de compreender seu título, é que a partir do momento em que duas (ou mais pessoas, neste caso) se envolvem amorosamente de forma tão intima, o limiar da privacidade de cada indivíduo se torna uma zona de risco. Nesse contexto, qualquer atitude mais invasiva ou impulsiva pode ser o ponto de partida para um trauma. Talvez por isto alguns relacionamentos tenham em seu fim uma situação definitiva.

Um ótimo filme, porém sem final feliz. Como ponto a favor fica a visão de autor bem realista, que busca no íntimo das pessoas um sentido para as relações amorosas.

Prepare a pipoca e alugue este filme para o final de semana. Você não se arrependerá. Mas tire as crianças da sala.

comentários
  1. Garra Ayres disse:

    Engana-se quem acha que não há final feliz, pelo menos Alice sai da situação menos magoada e menos ferida, com a cena final percebe-se que ela recomeçou… E poder recomeçar sem os mesmos erros passa de um final para um início feliz…

  2. Pombal disse:

    ótimo, resenha perfeita pra mostrar a minha professora de filosofia. pros azilados da minha turma (computação – patos) , já peguei nesse site, portanto, não vão fazer igual :D

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